sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tomando as dores

Lendo o blog do Evandro Bonocchi (http://www.tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/) e o do Jairo Marques (http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/), me deparei com dois assuntos que me deixam indignado, assim como causam a ira dos autores dos blogs também.

A forma como a deficiência física é tratada nas telenovelas

Nas telenovelas (me refiro somente às brasileiras, pois são as únicas que eu assisto), a deficiência física é tratada como castigo. Geralmente infiltrada na trama através de um personagem acidentado, o novo deficiente e sua família agem como se aquilo fosse o fim do mundo e ficam em uma angústia sem fim. E, de repente, para a felicidade geral da nação, o personagem volta a andar! Na visão da telenovela, é praticamente impossível ter uma vida normal sobre uma cadeira de rodas. Sei que é muito duro para uma pessoa que andava se tornar um deficiente de uma hora para outra. Mas é importante ressaltar que é totalmente possível uma pessoa levar uma vida sobre rodas e ela pode viver como qualquer pessoa.

Pessoas ´´normais´´ que estacionam seus carros nas vagas destinadas aos portadores de deficiência física

Esse fato já me irrita há muito tempo. Muitas pessoas pensam que as vagas reservadas ao deficientes físicos é um privilégio, mas na verdade é uma necessidade. Dentro desse assunto, vou contar um fato que aconteceu e que prejudica os deficientes que querem ir à um shopping da cidade de São José dos Campos.

No final de 2007 (se não me engano), uma famosa rede de supermercados reformou sua loja e na reinauguração tivemos uma supresa: foi aberta uma segunda entrada para o supermercado. Mas acontece que esta entrada (usada para as pessoas que querem entrar do estacionamento para o supermercado) se localiza em frente às vagas especiais. O que acontece? Para ter mais comodidade, muitas pessoas estacionam seus carros nas vagas especiais para poder entrar diretamente no supermercado. Com isso, faltam vagas para quem realmente precisa.

Muitos fatos do cotidiano indignam os deficientes, mas nós vamos levando a vida...

6 comentários:

Alice disse...

Olá Rodrigo! Eu estava lendo o blog do Jairo e vi seu link, entrei prá ver o que e como vc escreve. Realmente ficamos indignados com as coisas que as pessoas fazem, sabendo q estão fazendo errado, mas mesmo assim fazem...Resolvi deixar um comentário, prá me fazer presente aqui e dizer q acredito q não deva desistir de escrever, li um post q parecia uma despedida, mas ainda bem q percebi logo q vc não desistiu. Parabéns pelo blog e pela disposição em fazer isso, escrever assim, se indignar e continuar em frente. Abraço!

EVANDRO disse...

É isso aí Rodrigão!!
Gritando juntos a gente tem mais chances de ser ouvido!!

Rodrigo Almeida disse...

Alice, o post que escrevi que pareci uma despedida na verdade servia para agradecer aos leitores deste blog e, também, estava em uma época de poucas idéias...rsrsrs...seja bem-vinda ao blog! Espero que você goste e comente. Abraço.

Jairo disse...

Rodrigão, hoje vou discordar de vc! Acho que a gente não pode "levar a vida". A gente tem é viver a vida. Tem é que aparecer, tem que fazer barulho, tem que conquistar um espaço que é nosso. Tudo o que os egoístas querem é que fiquemos calminhos, dentro de casa, sem dar "trabalho". E não podemos nos deixar abater pelo mundo não acessível e que não respeita o nosso direito. Temos é de agir, temos de querer que o mundo mude para melhor! Abração

Rodrigo Almeida disse...

Jairão, quando escrevi que ´´nós vamos levando a vida´´ é que nós, ao mesmo tempo em que seguimos lutando por nossos direitos, temos que viver a nossa vida com muita intensidade, para não deixar os problemas do cotidiano nos abaterem e, também, para que continuemos temos força e incentivo para continuar lutando. Abração.

fabio disse...

E aí Rodrigo, tudo certinho??

Pois é, as telenovelas continuam com a mesma história de personagens deficientes que voltam a andar rapidamente. Isto contraria a relação da novela com fatos verídicos, pois nas novelas dos tempos atuais sempre se retrata assuntos do cotidiano de cada personagem... A deficiência poderia ser abordada de forma mais realista, mostrando nossa superação, as terapias necessárias, os problemas de acessibilidade... Mostrando o que ocorre de verdade!!

Quanto às vagas dos deficientes usados por quem não é, acredito que todo deficiente já tenha passado por uma situação de não ter vaga... Talvez seria bom, se tivesse no estacionamento dos lugares, alguém tomando conta das vagas dos deficientes, ou alguém para multar quem desrespeitar as placas...

Até mais,
Abraço!