quinta-feira, 30 de julho de 2009

Uma fria no frio

Em julho, estive com minha família em Campos do Jordão/SP. Fomos ver de perto a elegância da cidade turística que é conhecida como a "Suíça brasileira" e que fica lotada no inverno. Pelas ruas podemos ver concessionárias de carros importados e lojas de roupas de grife.

Mas mesmo com toda a elegância de Campos do Jordão, um problema evidente aos portadores de deficiência se encontra pela cidade e até não combina com ela: a falta de acessibilidade. Encontrei dificuldades em trafegar pela calçada, pois minha cadeira de rodas chacoalhava bastante, dando a sensação que eu estava dentro de um carro andando sobre o paralelepípedo. Porém, mesmo com o problema nas calçadas, o meu passeio pela cidade prosseguiu bem (é importante ressaltar que Campos do Jordão não é a única cidade a apresentar este tipo de problema).

O problema maior ocorreu quando estava na rua e tive vontade de ir ao banheiro. Aí teve início uma verdadeira jornada. Eu e meus familiares fomos pedir informações sobre um banheiro acessível. Chegamos ao sanitário que nos foi informado, mas acontece que a porta do mesmo era muito estreita, o que impedia a entrada da minha cadeira do rodas no local.

Novamente saímos em busca de um outro banheiro e, após entrar em uma galeria, subir o elevador e ir até o primeiro andar, alcançamos o sanitário, mas este apresentava o mesmo problema citado acima.

Logo em seguida, nos foi informado que eu poderia utilizar o sanitário dos funcionários, pois ele possui a porta de entrada mais larga. Apesar de ele não ser adaptado, finalmente consegui entrar em um banheiro.

Vale ressaltar que eu vi vários cadeirantes pela cidade, que também consomem e ajudam a aumentar a renda da cidade. Então, que tal se a cidade começasse a pensar em algumas adaptações para nós?

Um comentário:

Fábio Cassiano disse...

E ae Rodrigo!

Pois é, essas calçadas que tremem não combinam com os pneus das cadeiras, até lembro da sensação do pneu da frente da cadeira, que é mais duro e dá para sentir a tremedeira da cadeira, que é uma sensação não tão cômoda.
A acessibilidade nos banheiros tem que começar já na porta de entrada e terminar lá dentro, com todos os equipamentos acessíveis necessários. O que pelo visto, não é o caso de Campos. Não acho certo uma cidade como Campos do Jordão ter carros super luxuosos, ter eventos internacionais, vinda de gringos e não ter um banheiro com entrada adaptada!
Concordo com o que escreveu sobre os cadeirantes trazerem renda para a cidade, pois cadeirantes consomem mesmo e se melhor tratados, ficam ainda mais à vontade para comprar, tirar fotos de boas recordações e sentir que a viagem foi uma ótima experiencia.

Abraços